domingo, 23 de março de 2008
A sua memória
Até o jeito de sentir me foi mudado. Cada palavra que ainda me escapa à boca é o que eu não sei que sou. Fugido do meu proprio lar, sem minhas víceras, meus dentros e entres de mim mesmo, sem que eu saiba que não estou sendo o que devia ser. Olhando para o muro de minha vida e vendo as sombras que ,dizem os homens, serem a realidade. Eu não imagino o que seja o real. Se não forem as sombras que vejo, certamente o real será um quadro mal pintado que explique a raiva de existir domingo à tarde. tarde de domingo não é real. todo aquele tédio só pode ser bazeado em toda a chatice que não foi posta no mundo, como se não fosse a esperança a única a nao ter saido da caixa de pandora. sou verdadeiramente atraido pelo louco e sem sentido. Sou como esse texto. Raramente lido por alguém, e, quando lido, logo expelido da sua memoria.
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Um comentário:
Isso, Italo, te faz merecer uma carta minha. Não um comentário aqui.
Lara
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