terça-feira, 21 de outubro de 2008
Deus e o Diabo
Como se fosse a estátuaque com suas setas disparasseo filho da terra do chão rachadoFoi achado desconvalecidono caminho perdido que vai darno meio do roçado.Quem tem de beber a água do verde mar não chora.Chora de fome, chora por ser homem, e por ter por única riqueza lacrimejar.Chora com gosto, chora de desgosto, Com gosto do podre nos lábios sem ter com quem chorar.Pois a terra do sol pegou fogo.atiçou o fogareiro la das brenhas do planalto.Tomou-se de assalto, o violeiro cego que passava a tropeçar.Correu pra avisar mãe pretinha, botar água no pouco que tinha pra jantar.é face de gente guerreira, de povo que costuma acreditar.e quem preza pela reza, se é pra deus ou pro diabo, é pra quem antes retornar.
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