As notas a seguir se referem a um professor de literatura animal do século XIX.
Alfred Julius Vergninaud nasceu em um pequeno vilarejo próximo à sua tão querida São Petesburgo. Logo aos 3 anos de idade se mudou com a família e seus escravos de estimação para uma cidadela suíça a qual fora batizada por tribos bárbaras do século IV de "Strümen die Vranko", expressão em seu dialeto que significa algo parecido com "Onde se planta pêssegos".
Alfred, durante sua conturbada infância, tinha como hobbies pescar atum com a espingarda de seu pai e, em tempos de chuva e muito frio, brincar de cavalinho com ursos selvagens. O garoto parecia apreciar a companhia dos animais, fato evidenciado pelo pai quando este avistou o pequeno Alfred construindo uma caverna junto a seu cão dinamarquês, o adorado da família, Bob, o astuto.
Quando mais maduro, Alfred ingressou na universidade de Viena para estudar direito. Apesar de ter passado horas estudando ética e leis, nosso personagem se interessou muito pelos animais que viviam próximo à universidade. Alfred ajudou gatos siameses, cachorros doentes, e até deu voltas com um cavalo ancião, o qual dias depois foi identificado como melhor amigo do imperador Austro-húngaro, acontecimento que levou Alfred à cadeia. Em troca de sua liberdade, Alfred prometeu ajudar o imperador em seu relacionamento com seu melhor amigo cavalo, que, de uns tempos pra cá, estava lhe parecendo indiferente.
A partir daí Alfred passaria a escrever manuais de como se dar bem com animais de estimação. Nesse meio tempo sucessos como "Minhas orelhas querem atenção" e "Um Au Au para Lizzie Bergman" foram publicados. São também do nosso querido personagem os créditos por "Cães e Gatos na Basiléia" e "Meu querido amigo ponei"(uma homenagem ao imperador).
Na semana passada, seu neto Alfred Julius Vergninaud, foi escolhido como Nobel da literatura élo romance Best Seller "As peripécias de Chorumello, um cão de amigos". Vê-se que a famosa frase usada por Alfred Avô no dia de sua morte agora faz sentido: "já gostei muito de cachorro. Hoje, só quente".
quinta-feira, 12 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
O peso do pão
O hábito de dirigir mal já me rendeu bons frutos. Exemplo primo deste fato foi minha experiencia na sexta-feira passada, quando voltava de uma noite comum, de mesa de bar, em que algum rapaz cantava, enquanto outros alguns fingiam estar escutando. O rapaz cantava bem, apesar de algumas pessoas em minha mesa reclamarem de sua performance em que fechava os olhos. parecia estar sonhando com alguma coisa agradável, uma praia, um bosque cheio de animaizinhos fofos, ambientes impossíveis de se imaginar quando se canta em bares lotados pelo barulho de copos quebrando. Mas esse não é o ponto principal da nossa conversa. ao voltar de um resto principal desta noite agradável, ao qual não me referirei minuciosamente, estanquei virtuosamente o carro e vi um rapaz de canelas finas sentado sobre a calçada. Concentrado, raramente olhava para os lados, os pequenos córregos de água da chuva lavavam inconscientemente seus pés descalços. Ele estava pronto para o trabalho. Com suas mãos leves levava as notícias que os médicos, empresários, advogados e donos de jornais iriam ler durante o expediente. Não houve parte interessante, você leitor que pensou que iria morrer de susto ou de riso ao final desta conversa. A parte que me intrigou foram os 15 segundos filosóficos em que pensei nestes que realmente nos trazem as boas novas sobre a crise financeira ou sobre o mais novo campeão de futebol cearense. Boas novas. Parecia que na capa daquele jornal estava escrito que ela me amava, em letras grandes. O sinal abria, meus olhos cansados voltavam a enxergar o cinzento do asfalto, e as finas canelas começavam a andar, levando o peso necessário para garantir o pão de quem lê e escreve.
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